Oficina Marques

OFICINA MARQUES

 
 

Gezo Marques iniciou o projeto Oficina Marques pela necessidade de materializar e contar histórias com as próprias mãos, atualmente o projeto é partilhado com o artista José Aparício Gonçalves.

Juntos formam uma equipa que celebra os ciclos da vida, as memórias, as cicatrizes e as segundas oportunidades, tudo sempre com um grande sentido de humor.

Hoje a Oficina Marques tem um grande alcance, tendo peças e projetos de design de interiores espalhadas pelo mundo, contando e fazendo parte de novas narrativas.

Apaixonados por objetos. Têm a rua, a natureza, mercados e histórias de vida como fontes permanente de inspiração, é de lá que colecionam objetos e materiais. Na verdade a maior parte do processo é colecionar, numa constante procura e descoberta para fazer novas ligações.

“Vamos guardando e acumulando, por isso a oficina é como uma grande sala de espera onde peças de madeira, cerâmica, mobiliário ou bonecos velhos esperam por uma nova vida e história.”

Criar em cima de “coisas que já foram” permite exercitar a forma como olhamos para os objetos, porque são como um esqueleto que já existe e nós damos uma nova pele e roupagem. É um trabalho de criar outras formas de ver, de pensar o mundo e a nós mesmos.

Com um trabalho multifacetado e plural, as peças são únicas e exclusivas. É possível afirmar que existe vida dentro de cada peça, resultado do diálogo mútuo entre os artistas e os materiais.

 

Gezo Marques started the Oficina Marques project for the need to materialize and tell stories with their own hands, currently the project is shared with artist José Aparício Gonçalves.

Together they form a team that celebrates the cycles of life, memories, scars and second chances, all with a great sense of humor.

Today Oficina Marques has a wide reach, having pieces and interior design projects spread around the world, counting and being part of new narratives.

In love with objects. They have street, nature, markets and life histories as permanent sources of inspiration, from which they collect objects and materials. In fact most of the process is collecting, in a constant search and discovery to make new connections.

"Let's save and accumulate, so the workshop is like a large waiting room where pieces of wood, pottery, furniture or old dolls await a new life and history."

Creating over "things that have already been" allows us to exercise the way we look at objects, because they are like a skeleton that already exists and we give new skin and clothing. It is a work of creating other ways of seeing, of thinking the world and ourselves.

With a multifaceted and plural work, the pieces are unique and exclusive. It is possible to affirm that there is life within each piece, the result of the mutual dialogue between artists and materials.

 
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GEZO MARQUES

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Gezo Marques nasceu no Brasil e vive em Portugal. O seu caminho fez-se pela formação em comunicação social e anos como diretor de arte e diretor criativo em agências de publicidade. Inevitavelmente, finalmente, chegou à arte como o seu meio de comunicação.

Bem, resumindo, Gezo Marques nasceu, cresceu e vive no meio da curiosidade. A sua arte recriativa tem origem em objetos, estímulos, que encontra por onde passa. O chamado… ‘stuff’. Qualquer coisa é uma tela que não está em branco e isso é o que o motiva, porque se algo já tem uma história, isso já é o ponto de partida (ou viragem) para a vida nova que vai ter através das mãos do artista.

Mãos, olhos e coração. São estes os ingredientes principais das peças de Gezo Marques. É claro que as memórias de uma infância feliz deixam as suas marcas. Quem não gostaria de ter crescido num ambiente onde as frases ‘não faças isso!’ ou ‘não sujes o tapete!’ praticamente não foram ditas…

Também é claro que a sensibilidade estética treinada e aperfeiçoada ao longo dos anos é importante. O que é menos claro é o salto que um simples taco de chão de madeira ou cartaz de rua rasgado podem dar até se metamorfosearem em algo bastante outro.

Adepto da lei de Lavoisier sobre a conservação das massas, Gezo vai muito mais longe, a ponto de tornar mais verdade alguma parte da cosmologia grega: as coisas não se tornam em ‘nada’, as coisas não vêm do ‘nada’. Há sempre um episódio seguinte a uma história passada.

Gezo Marques “pronounced JAZZ-oo, just so you know” was born in Brazil and lives in Portugal. He made his way through college with a degree in Media Studies and then took a different learning path, working for several ad agencies as an Art Director in both countries, being currently Creative Director at one of Portugal’s leading agencies. As fate would have it, though, he just had to inevitably find a different way of expressing himself: art.

In short, Gezo Marques was born and bred and breathes through curiosity. His recreative art, pun intended, starts with objects as stimuli. Gezo comes across these found objects down the street, around the corner, kerbside… basically: wherever and everywhere. You know, stuff the less attentive or maybe just less creative of us would not only not notice but possibly even throw out. Just stuff. For the artist, anything can be a canvas that’s already been painted on. In fact, it’s this ‘non-blankness’ that moves him, for if the object’s already got a history, that will be its turning point. Its history will now be part of another story, a whole new one. Through Gezo’s hands.

Hands, eyes, and heart. These are the main ingredients of Gezo Marques’s pieces. Granted, memories of a happy childhood will always find their way in and leave a mark. After all, who wouldn’t have liked to have grown up in a household where sentences like ‘stop doing that!’ or ‘that better not stain the carpet!’ were never uttered? And, clearly, the sense of aesthetics and just plain sensitivity that the years have brought out, crafted, perfected and then some, also play a big part in Gezo’s approach to his art works.

Less clear, though, is the process a mere wooden floorboard tile or a street poster torn off the wall have to go through, in order to become something… else, altogether other. Well, the process is called metamorphosis but still, what the, why on, how the, huh?

A self-confessed fan and follower of Lavoisier’s Law of Conservation of Mass, Gezo goes way further and farther, to the point where some Greek cosmology theories actually make more sense, e.g., things don’t just become ‘nothing’, in the same way things don’t just come from ‘nothing’. There’s always a next episode of a past history.

Dans la nature rien ne se crée, rien ne se perd, tout change.
— Antoine-Laurent de Lavoisier
 

JOSÉ APARÍCIO GONÇALVES

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José Aparício Gonçalves é um artista que gosta de assinar as peças com o nome da cidade onde as fez, para ele o local de produção é parte integrante do espírito das peças, a grande maioria são de Lisboa, cidade onde nasceu e que ama.

Formado em Design e mestre em Gestão Cultural, desenvolve profissionalmente o seu trabalho artístico desde 2010. Tem navegado entre a pintura e ilustração, design gráfico, impressão, fotografia e o vídeo.

O tema principal da sua obra são os corpos humanos, se por um lado existe o interesse por uma inerente aura sexual ligada ao corpo existe também uma vontade de pensar a materialidade da existência humana e em concreto uma materialidade da dimensão espiritual, o corpo como templo para a alma.

José Aparício Gonçalves is an artist who likes to sign the pieces with the name of the city where he made them. For him, the place of production is an integral part of the spirit of the pieces, the great majority are from Lisbon, where he was born and loves.

Graduated in Design and Master in Cultural Management, he has professionally developed his artistic work since 2010. He has navigated between painting and illustration, graphic design, printing, photography and video.

The main theme of his work is human bodies, if on the one hand there is an interest in an inherent sexual aura linked to the body there is also a will to think the materiality of human existence and concretely a materiality of the spiritual dimension, the body as a temple to the soul.

I Sing the Body Electric
— Walt Whitman